Natal: Um Dia para Celebrar o Nascimento de Jesus

Elio Passeto


Um dia do nascimento
A celebração do dia de Natal é-nos um tempo privilegiado para a reflexão sobre o acontecimento extraordinário de Deus que se encarna em nosso meio, fazendo-nos filhos e filhas tornamo-nos partícipes de sua divindade. Mistérios insondáveis da graça de Deus!

 ​A tradição da Igreja é rica em ensinamento sobre a importância dessa celebração. De fato a tradição cristã não pretende celebrar o dia preciso do nascimento de Jesus; segundo a Igreja, celebrar o dia 25 de dezembro não é afirmar que Jesus nascera nesse dia.

Foi somente com o passar do tempo que se sentiu a necessidade de privilegiar um dia para refletir e contemplar esse mistério singular, experimentado e vivido no seio da comunidade de fé.

​Um dia em honra ao acontecimento  maior de Deus ao fazer-se presente, imanente, na sua criação; o dia 25 de dezembro busca, portanto, celebrar a extraordinária manifestação de Deus “que se fez carne e instalou sua tenda (Sucá) entre nós” (Jo 1,14). ​

O relato dos textos
Os relatos do Novo Testamento não falam de uma data precisa. Aprendemos a partir dos Evangelhos de Lucas e de Mateus formas diferentes de apresentar o nascimento de Jesus.

Eles não mencionam datas, mas envolvem o acontecimento em uma linguagem rica de significado simbólico, tais como caminhadas, visitas, pastores, magos, estrelas, oriente, anjos...

No Evangelho de Lucas (2, 1-8) o nascimento é precedido por uma longa caminhada dos pais de Jesus, José e Maria, de Nazaré na Galileia até Belém de Judá, lugar indicado segundo as Escrituras.

Essa marcha pode ser interpretada como significando a caminhada do povo de Israel antes de chegar à Terra da promessa, lugar da manifestação completa de Deus:

"Naqueles dias, apareceu um edito de César Augusto, ordenando o recenseamento de todo o mundo habitado... Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, para a Judéia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida. Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto, e ela deu à luz o seu filho primogênito. Na mesma região havia uns pastores que estavam nos campos e que durante as vigílias da noite montavam guarda a seu rebanho..."

O Evangelho de Mateus (2) conta-nos, por sua  vez, o nascimento a partir de Jerusalém, porém fazendo uma relação com o oriente, representado pelos reis magos, lugar de onde veio Abraão, e na linguagem bíblica o lugar a partir do qual começa a caminhada do povo de Deus.

Em seguida Mateus mostra o forte confronto com a figura do rei Herodes, fazendo, depois, Jesus com seus pais descerem para o Egito, relacionando-o assim com o Faraó; dando-nos a entender que Jesus está inserido completamente na história do seu povo, liberado por Deus do reino da morte, representado pelo Faraó do Egito; como também relacionando Jesus com Moisés, que é preservado da morte quando o Faraó decidiu matar os meninos recém-nascidos (cf. Ex 1, 15-16): “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente... Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito... para que se cumprisse o que dissera o Senhor por meio do profeta: Do Egito chamei o meu filho... ”

Por outro lado os Evangelhos de Marcos e de João não descrevem o nascimento de Jesus com dados históricos; mas, diretamente, apresentam-no em consonância com as Escrituras. Por isso nada nos autoriza a afirmar o nascimento de Jesus em um dia preciso e nem mesmo que tenha ocorrido neste período do ano.

O único relato que apresenta detalhes é o texto de Lucas que vimos antes; segundo ele, “havia uns pastores que estavam nos campos e que durante as vigílias da noite montavam guarda a seu rebanho”.

Ora, este tempo em terra de Israel, normalmente, é frio e chuvoso; o natural neste período do ano seria os pastores protegerem seus rebanhos do frio e da chuva e não estarem expostos durante a noite. Como afirma Oscar Cullmann: “Em terra de Israel os pastores estão nos campos do mês de março-abril até novembro.

Por isso a data do nascimento pode ser na primavera, no verão ou no outono, mas não no inverno” (La nativité et l’arbre de Noël. Les origines historiques, Cerf, 1993, p 25).

Primeiramente, os textos, embora estejam circunscritos no tempo e no espaço, não pretendem dar-nos informações históricas, mas sim contar-nos uma experiência de fé em uma linguagem teológica.

Os relatos nascem, portanto, a partir da transmissão veiculada dentro de uma comunidade de fé: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras...” (I Cor 15, 3-4). Como a fé cristã é pós-pascal, o relato do nascimento de Jesus dá-se somente depois de sua morte e ressurreição.

É a vivência do ressuscitado, portanto, que ilumina o nascimento de Jesus como o Messias esperado. Uma vez iluminado por essa fé, conta-se, retroativamente, o nascimento que é, agora, pleno de sentido, de realização e de manifestação de Deus feito homem (Emanuel).

Por isso não podemos esperar respostas históricas, precisas, quando o objetivo do relato não é contar um fato histórico, mas conjugar uma experiência de fé vivida, somada à uma tradição de fé na espera messiânica, fundada nos textos das Escrituras do povo Judeu e em suas interpretações.

Os primeiros séculos
Nos primeiros séculos os cristãos não tinham um dia para celebrar o nascimento do Jesus. “Nossa festa de Natal, celebrada no dia 25 de dezembro, foi ignorada pelos cristãos dos primeiros três séculos.

Os autores dos Evangelhos não mencionam o dia do nascimento do Cristo, e nós não dispomos de outra fonte” (Oscar Cullmann, 1993, p 21). É-nos mesmo razoável pensar que, se por ventura, uma data tivesse sido conhecida e guardada na memória histórica dos seguidores de Jesus, certamente esse dia teria sido estabelecido sem hesitação.

Dado que os pagãos celebravam um dia do nascimento de seus deuses, a comunidade de fé cristã nascente sentiu a necessidade de afirmar sua identidade diferenciando seu comportamento, não querendo assim estabelecer um dia específico do nascimento, evitando confundir-se com a prática pagã.

No período bizantino (a partir do IV século), uma vez que todo o império pagão já vestisse a roupagem cristã, pouco a pouco, surgem iniciativas pontuais de grupos e por regiões, e um dia como comemoração do nascimento de Jesus terminou por impor-se, substituindo festas religiosas pagãs.

Na lista das festas citadas por Tertuliano (155-240), no seu  tratado sobre o Batismo, 19, não aparece a festa do nascimento de Jesus. Orígenes (185-254) faz uma argumentação que não deixa dúvidas sobre a não celebração do dia do nascimento de Jesus em seu tempo: “...de todos os Santos não há um que tenha celebrado um dia de festa ou um grande banquete pelo aniversário de seu nascimento.

Não se encontra ninguém que se tenha  regozijado pelo aniversário de seu filho ou de sua filha. Somente os pecadores se regozijam de um tal nascimento. Assim nós encontramos no Antigo Testamento (Gn 40, 20) o Faraó, soberano do Egito, celebrando solenemente seu aniversário, e no Novo Testamento, Herodes (Mc 6, 21).

Um e outro, no entanto, ensangüentaram a celebração de seus próprios aniversários versando sangue humano... Os Santos, contrariamente, não somente não celebram o dia de seus nascimentos, mas, cheios do Espírito Santo, maldizem esse dia”. (Orígenes, Com. Lev, 8,3).

As Escrituras como fonte
A celebração do Natal é portadora da grande mensagem do plano de salvação que Deus estabeleceu para a humanidade. Esse projeto é implantado por iniciativa de Deus que encontrou sua resposta através do ‘sim’ de Abraão.

Essa aliança concluída entre Deus e Abraão constitui o restabelecimento da relação rompida entre a criatura e o Criador: de Abraão será constituído um povo particular, a partir do qual Deus realizará seu plano de salvação para toda a humanidade (cf Gn 12, 1-3).

Deus revela-se ao seu povo Israel, faz-se conhecer através de Sua Palavra e no momento oportuno encarna-se e se faz homem judeu. As Sagradas Escrituras apresentam de forma didática toda a evolução desse processo.

Portanto, todo o mistério de nossa fé encerra-se nas Escrituras, em sua totalidade. Como diz Paulo: “Ora tudo o que se escreveu no passado é para nosso ensinamento que foi escrito, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que nos proporcionam as Escrituras, tenhamos a esperança” (Rm 15,4). “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra” (II Tm 3, 16-17).

As Escrituras mostram que o Rei David assume o modelo de unidade do povo fazendo-o soberano sobre sua própria terra, a terra da promessa. Como também sob a atuação de David Jerusalém assume sua centralidade com a entronização da Arca do Senhor, possibilitando o estabelecimento da morada do Senhor entre seu povo para estar presente junto a humanidade toda inteira.

Este modelo davídico é gerador de esperança na plenitude da unidade dos povos e de manifestação completa de Deus em Sua criação.

Vários textos dão testemunho desta certeza de continuidade e do cumprimento do plano de Deus, a partir de Israel, para toda a humanidade. Estes textos são fruto de uma espiritualidade do povo de Israel e ao mesmo tempo são fonte de alimentação do povo que espera e anseia por este cumprimento.

A manifestação de Deus, no futuro, será de forma espetacular; o povo de Israel e a figura do Rei Davi serão sempre a referência; no entanto, tudo assumirá uma dimensão maior por parte de Deus, pois é em vista da conclusão de seu plano de salvação que se dará sua manifestação.

As Escrituras evidenciam a centralidade que exerce essa esperança na consciência de Israel. Os textos veiculam a profundeza da certeza de Israel de que Deus é presente na história e nela intervém.

Vejamos algumas citações da Escritura, entre tantas, que sustentam o mistério da encarnação, que fazem parte da tradição religiosa de Israel e que tornaram possível a afirmação de que Jesus é o Messias anunciado e esperado:
“Um astro procedente de Jacó se torna chefe, um cetro se levanta, procedente de Israel” (Nm 24, 17).
“O Senhor teu Deus suscitará um profeta como eu no meio de ti, dentre os teus irmãos, e vós o ouvireis” (Dt 18, 15).

“Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal; Eis que uma jovem concebeu e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emmanuel” (Is 7,14).

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre os seus ombros, e lhe foi dado este nome: Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz” (Is 9, 5).

“O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres, a curar os quebrantados de coração e proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos, a proclamar um ano aceitável ao Senhor e um dia de vingança do nosso Deus, a fim de consolar todos os enlutados...” (Is 61, 1-2).

“Eis que dias virão - Oráculo do Senhor - em que suscitarei a Davi um germe justo; um rei reinará e agirá com inteligência e exercerá na terra o direito e a justiça” (Jr 23, 5).

“Mas tu Belém (Ephrata), embora o menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que será dominador em Israel. Suas origens são de tempos antigos, de dias memoráveis” (Miq 5,1).

Esses são alguns textos que as Escrituras descrevem sobre como Deus se manifestará a partir do seu povo em função de todos os povos. A figura do Messias (Ungido=Cristo) e a esperança em sua vinda assumiram corpo e constituíram a identidade do povo de Israel ao longo da sua história.

Portanto, o mistério da encarnação de Deus que celebramos no Natal não é um acontecimento improvisado por Deus na história da humanidade, como se fosse fruto de uma geração espontânea; ao contrário, seu significado pode ser compreendido somente na estreita relação entre as Escrituras e o povo que as recebeu.

A proclamação de Jesus como Messias foi feita em um contexto judaico e feita por judeus. Por isso os relatos do nascimento de Jesus, antes de estarem em correspondência com a própria história, descrevem-no em perfeita harmonia com as Escrituras. Não há outra via de compreensão do Natal senão passando pelas Escrituras do povo judeu e de sua tradição.

Paulo em sua carta aos Romanos fundamenta seu argumento segundo a Escritura dizendo que o Cristo é da estirpe de Davi. Ora, os textos de Paulo são os primeiros a circularem entre as comunidades dos seguidores de Jesus.

Percebemos com isso que o ponto principal para apresentar Jesus, como Aquele que era esperado, seria passar pela Escritura e estar em conformidade com ela: “Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, escolhido para o evangelho de Deus, que ele já tinha prometido por meio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, e que diz respeito a seu Filho, nascido da estirpe de Davi segundo a carne, estabelecido Filho de Deus com poder por sua ressurreição dos mortos, segundo o Espírito de santidade, Jesus Cristo nosso Senhor...” (Rm 1, 1-4).

Paulo não menciona os dados históricos sobre o nascimento; sua descrição conteve-se tão-somente à esperança de Israel que era fundada nas Escrituras: no momento querido por Deus, Ele se encarnaria, segundo as Escrituras, passando por um mulher: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4,4).

O Evangelho de Marcos inicia com a afirmação: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías...” (1,1). Ou mesmo João, que inicia dizendo: “No principio era o Verbo e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus...” (1,1).

Mesmo o Evangelho de Mateus (1, 1ss) remonta a origem de Jesus a Abraão, da mesma forma Lucas (3, 23s) situa-O desde o primeiro homem Adão. Por isso o acontecimento Jesus não é um fato isolado, uma mera coincidência ou um fato desprovido de relação.

Aprendemos, portanto, que a fé em Jesus como o Messias esperado, Filho de Deus, Deus feito homem, é dependente do universo histórico-religioso de Jesus que está inserido no contexto e na história do seu povo.

O nascimento de Jesus, homem-judeu, é a expressão da relação mais profunda da aliança que Deus fez com a humanidade, passando pelo povo de Israel. Jesus nasce, portanto, no seio do povo judeu como parte dele e segundo suas Santas Escrituras.

Estes textos acima citados demonstram essa relação sem a qual Jesus seria desprovido de valor . Neste sentido afirma João Paulo II: “Por isso, aqueles que consideram o fato de que Jesus foi Judeu e que seu ambiente era o mundo judaico como meros fatos culturais contingentes, os quais seria possível substituir por uma outra tradição religiosa sem que a pessoa do Senhor perdesse sua identidade - estas pessoas não somente desconhecem o significado da história da salvação, como, mais radicalmente, atacam a verdade mesma da Encarnação, tornando assim impossível uma autêntica inculturação” (Discurso pronunciado diante dos participantes do simpósio sobre “as raízes do anti judaísmo nos ambientes cristãos”, Roma 31 outubro - 2 novembro, 1997).

A celebração do Natal por um lado não cabe em um dia pois ela transborda os anos e a história e invade a eternidade; por outro lado ela está inserida no fato de Deus entrar na história, revelar-se através de sua Palavra ao povo de Israel, fazer-se Jesus-homem-judeu e por seu nascimento, morte e ressurreição fazer-nos, como nações, beneficentes e herdeiros(as) das Suas promessas ao seu povo. Natal é mais que um dia, é Deus conosco, Emanuel.

Diversidade da data
Depois de vários séculos para estabelecer o dia da celebração do nascimento, as Igrejas cristãs conservaram a rica diversidade de tradição que sem ser sinal de contradição ou fonte de conflito, evidencia, possivelmente, por sua diversidade, que o Natal não pode ser somente um dia. Hoje os cristãos celebram o Natal em quatro datas diferentes: 25 de dezembro, 6 de janeiro, 7 de janeiro e 19 de janeiro.

Os dois calendários (gregoriano e juliano) em uso litúrgico, causam, também, a duplicação de datas. Há uma diferença de 13 dias entre um calendário e outro. Por isso o 25 de dezembro no calendário gregoriano antecede em 13 dias o 25 de dezembro no calendário juliano.

Isso faz com que, enquanto a maior parte da Igreja ortodoxa e certas Igrejas católicas de rito oriental celebram no dia 25 de dezembro do calendário juliano, esta celebração corresponde ao dia 7 de janeiro do calendário gregoriano.

Por outro lado a Igreja Armênia conserva as práticas da Igreja primitiva, antes do Concílio de Niceia (325) em que se celebrava no dia 6 de janeiro o dia da Epifania (revelação da divindade do Cristo) ou o dia do Batismo de Jesus ou mesmo o dia do primeiro milagre de Jesus.

Quando as outros Igrejas distinguiram os dias, os armênios continuaram a celebrar no mesmo dia, sem distinguir o dia de Natal. Por isso os armênios, depois que adotaram o calendário gregoriano, em 1923, continuam a celebrar o período do Natal, juntamente com outras festas, no dia 6 de janeiro, enquanto que o Patriarcado Armênio de Jerusalém, por causa do status quo, celebra no dia 19 de janeiro.

Jesus-judeu hoje
Concluo essa reflexão com uma um pequena história extra que ilustra a atualidade do tema em que, por vezes, a resposta dada pelo menino nos surpreende, mas pode nos ensinar sobre a pertença de Jesus em nossas celebrações do Natal:

Uma família cristã, de um país ocupado pelos nazistas, havia escondido no porão da casa, sob a cozinha, uma família judia. Era a véspera natalina e eles comiam algo rápido, antes de irem para a Missa de Natal.

Bateram à porta; o pai da família vai abrir. Era um soldado nazista,que perguntou : ‘vocês escondem aqui judeus? Respondeu o pai da família: nós? de forma alguma!  Eu vou verificar, insistiu o soldado nazista. Ele entrou diretamente na cozinha. Ele interrogou a mulher, depois os filhos, o de 15 anos, o de 13 anos… a mesma resposta : nós, de forma alguma!

Não há judeu em nossa casa. Então o Nazista se dirigiu ao menino mais novo, de 8 anos e perguntou: você, diga-me: tem judeu aqui? O menino hesita um pouco em responder, e disse: sim.

Os pais ficaram estarrecidos, olhando um para o outro terrificados. Muito bem garoto, mostra-me onde ele está, disse o Nazista. O menino tranqüilamente o conduz à sala, e lá, com um pequeno sorriso, mostra o presépio e diz, ei-lo aqui.

​(Esta história anônima foi transmitida por um confrade de saudosa memória, Joseph Stiassny, que apaixonado por contar contos deve tê-la encontrado nos depósitos da sabedoria popular da Europa).

Elio Passeto, nds
Israel - Jerusalém

Rolar até o topo

Viva Nossa Senhora de Sion!

Assine a nossa lista de e-mails e receba notificações de novas publicações.