Semana Missionária em São Sebastião do Paraíso
Cristiano de Almeida


No fim do mês de julho, os formandos, religiosos e religiosas de Sion saíram em missão a São Sebastião do Paraíso em Minas Gerais. Chegando à cidade por volta do meio-dia, fomos acolhidos pelo pároco, Padre Heleodoro. As mulheres da comunidade prepararam um grande almoço; e, justamente neste mesmo dia, Padre Vicente, vigário, completava seu aniversário natalício de 83 anos. Nosso almoço então foi bastante especial, além da bela refeição de abertura de nossas missões em terras mineiras, tivemos a alegria de cantar os parabéns ao nosso ‘patriarca’.

A missa de abertura foi na comunidade Matriz Nossa Senhora de Sion às 18 horas: uma comunidade viva e animada, e com a presença de muitos padres, religiosos e religiosas. Um coral cantava as mais belas músicas marianas. Padre Donizete, Superior Geral da Congregação de Sion, presidiu a Eucaristia, junto com mais 7 padres – formadores e promotores vocacionais. As Religiosas também se fizeram marcar com um grande grupo, foram ao todo 7 irmãs; uma, porém, teve de ficar em São Paulo, pois perdera sua mochila com seus pertences, uma história, enfim, para outra crônica. Os formandos de Sion eram em maior número: 7 teólogos, 7 filósofos, 8 aspirantes e 3 do seminário menor.

​Na homilia, liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum, Padre Donizete, a partir do Salmo 85 - “Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!”, e do Evangelho segundo São Mateus (13, 24-43), insistiu que um missionário de Sion deve sim semear a Palavra de Deus; porém, esta palavra que o missionário porta não é sua, mas de Deus. E continua, “A palavra de Deus é presença e se faz presente nesta missão.” “No Evangelho o homem pode ser semente de trigo ou de joio; porém a nossa vocação é semear esta semente. Deus é o juiz misericordioso, como diz a primeira leitura.”

Ao término da Eucaristia, os missionários foram enviados para suas comunidades: uma equipe ficou na matriz Nossa Senhora de Sion (na cidade), outra equipe foi para a Paróquia Senhor Bom Jesus (na Guardinha), e as demais equipes, cinco ao todo, foram para as capelas da zona rural da Paróquia Nossa Senhora de Sion.

A minha equipe, composta pelos formandos Wellington, Renato, Felipe e eu, foi para as capelas da Paróquia Senhor Bom Jesus, na Guardinha, um distrito da cidade de São Sebastião do Paraíso. As capelas no interior são chamadas Faxina e Rocinha. Chegando à comunidade Nossa Senhora Aparecida, na Faxina, fomos acolhidos pela comunidade, que já nos esperava para a celebração da Eucaristia, a ser celebrada pelo Pároco, Padre Heleodoro. Após a missa, fomos acolhidos na casa da coordenadora da comunidade. Ali partilhamos uma bela macarronada, e ainda ajudamos nos preparativos para a festa de aniversário do neto da nossa anfitriã.

No domingo pela manhá, os missionários já estavam animados para seu primeiro dia de Missão. Dividimo-nos em duas equipes: eu fui com o aspirante Felipe para a comunidade vizinha, Rocinha – capela Santos Reis, e os dois postulantes ficaram com a coordenadora no bairro da Faxina.​

Minha primeira impressão do bairro pude ter pela primeira casa visitada. Chegando à residência, que ficava à margem da rodovia, a pelo menos uns 20 quilômetros da cidade, e aproximadamente a uns 3 da capela, pernoitamos. Ao chegar, chamamos pelo dono da casa. Apareceu um senhor que aparentava uns 50 anos, divorciado, ex alcoólatra, sua companhia eram 2 enormes cães que circulavam pela imensa chácara.

Ao entrar na casa fomos bem acolhidos.  O senhor nos cumprimentou, ofereceu o famoso café, e começou a falar de sua vida, que, em suma, poderia ser classificada como uma tragédia. Porém, segundo ele, quem esteve ao seu lado fora a comunidade eclesial daquele pequeno bairro; foi o povo de Deus que esteve com ele, que ia lá em sua casa para rezar, visitar ou simplesmente fazer-se próximo dele e jogar conversa fora. Nesta perspectiva, pude notar que o senhor, ex-casado, ex-alcóolatra, não estava só, a Igreja Católica se fazia presente em sua vida; ele estava sendo acompanhado pelos coordenadores da comunidade. Ele não estava só, esta era a convicção.

E assim visitamos pela manhã mais de seis famílias, com histórias diferentes, vidas diferentes, casas com senhorzinhos e senhorinhas que viviam naquele mundo distante, com a companhia por vezes de cachorros e gatos. Mas todos nos relataram sua convicção de fé, em Nossa Senhora Aparecida, no Santo Rosário, e que não se sentiam sós, pois sabiam que Deus os guardava. A ida à missa mensal na capela, o terço rezado semanalmente nas casas, as novenas familiares ou as celebrações da Palavra, eram o que alimentava espiritualmente este povo.

Voltando para o almoço festivo do aniversário do neto da coordenadora da capela na Faxina, encontramos com toda a comunidade que fora visitada pela manhã; lá, na festa do pequeno Augusto, um palmeirense roxo ou verde.  No almoço em comunidade pudemos conversar mais sobre o dia-a-dia da vida no campo, sobre a colheita do café que acontecia nas roças de Minas. A tarde continuei a visita junto com o aspirante Felipe, agora na comunidade da Faxina. Visitamos mais famílias, mais histórias, mais testemunhos de uma fé praticada a partir de devoções populares e enriquecida na Santa Missa.

Por volta da 17:30, nos encontramos na casa da coordenadora da Faxina para nos despedirmos e irmos para a Matriz da Paróquia Senhor Bom Jesus, no distrito de Guardinha. Após beijos e abraços e promessas de um até breve, pegamos a estrada de terra e areia e dirigimos por volta de 16 quilômetros até o distrito. Chegando à casa paroquial, estava à nossa espera Dona Maria, a sacristã da igreja e zeladora da casa paroquial; ela já nos tinha preparado um grande café da tarde.

A casa paroquial da Guardinha é uma casa de 1956 em estilo colonial, precisando de uns ajustes no telhado e na pintura, porém bem equipada e limpinha.

Às 19 horas seria a Santa Missa; porém o Padre que nos acompanharia na missão, Padre Valdenício, por infortúnios e problemas na sua paróquia em São Paulo, só poderia ir a Minas Gerais somente na Segunda-feira. Então, formandos munidos de túnica, fomos celebrar e rezar com o povo a liturgia de Domingo. Eu fui o presidente daquela celebração da palavra com o povo, cantamos à Santíssima Trindade numa melodia que a comunidade já sabia, ensinada pelo Padre Vicente.

De começo já pude notar que aquela comunidade era participativa e não tinha vergonha de cantar e rezar em voz alta. A pregação das leituras ficou a cargo do postulante do Rio de Janeiro, Wellington. Após a comunhão, cantamos com o povo as músicas em louvor a Nossa Senhora Aparecida, tão amada por aquele povo, e a ela entregamos a vida dos paroquianos e a nossa naquela missão iniciada.

A Guardinha tem aproximadamente 3500 habitantes. É um bairro, ou melhor, um distrito a 16 quilômetros de distância da cidade por estrada de terra. As ruas são de asfalto, há mais ou menos 16 quadras; casas simples, uma escola, um posto de saúde, um estádio de futebol e uma quadra poliesportiva; a Igreja Matriz acolhe aproximadamente 200 fiéis; além da Igreja Católica, o bairro tem outras igrejas, desde neopentecostais a testemunhas de jeová; os moradores contam que a maioria da população é católica; da Guardinha, segundo os relatos, já saíram um bispo, três padres e um seminarista que está às vias de se ordenar diácono.

No primeiro dia de andanças e visitas na comunidade, Felipe e eu saímos a missionar com os jovens da paróquia, que se haviam oferecido para andar conosco; aproveitaram o momento em que estavam de férias e foram evangelizar; naquele dia andaram conosco quatro jovens: Rodrigo, Roberta, Gabriel e Flávia; naquele dia queríamos atender os doentes, então fomos ao posto de saúde, e pegamos a listagem de doentes do bairro; foram mais de 15 casas com enfermos, doentes de Parkinson, Alzheimer, ELA, costelas quebradas, idosos com problemas de gangrena etc.; famílias que tinham que lutar com seus doentes, pessoas idosas que eram cuidadores de outros idosos.

Pude notar durante as orações que as pessoas queriam e muito aquela pequena celebração em suas casas; além das preocupações do dia-a-dia, seus parentes tornavam-se naquela família a prioridade central de suas vidas. Nestas casas visitadas, o terço e a Virgem Aparecida estavam sempre em evidência, e as famílias sempre insistiam que a oração fosse feita em frente ao oratório, ou na sala da casa, ou ao lado do acamado. Maria sempre estava lá, protegendo e intercedendo por aquelas famílias.

Após um farto almoço na casa de uma família que nos acolhera, voltamos para visitar outros doentes; porém desta vez contávamos com a presença do Padre Valdenicio e da Irmã Cida, que chegaram à Missão, e com os jovens; nós formandos demos continuidade às visitas. Ao cair da noite, lá pelas 19 horas, como é costume naquele bairro, a oração não seria na igreja, mas na casa do povo.

Então nós missionários fomos à casa de uma família, junto com mais de 30 pessoas, buscar a imagem de Nossa Senhora das Graças, e levar para outra casa. Acompanhamos em procissão até a residência onde a imagem da Virgem Mãe ia ficar, e lá o Padre fez a oração, a leitura e a meditação do Evangelho, e nos deu a benção.

Voltamos para a casa paroquial lá pelas oito e meia. Dona Maria, aquela que cuidava da igreja e da casa paroquial, nos acolhia com um jantar para assim fecharmos nosso dia de trabalho naquela comunidade.

Na terça feira, já com algumas casas e com um grupo de seis missionários e mais quatro jovens, fomos à casa de novas famílias. Pela manhã não dividimos o grupo em dois ou três, mas permanecemos juntos; passamos nas casas. Agora com a presença do padre que canta, as orações ganhavam outra harmonia. Uma canção mariana enchia o ambiente das casas. O Padre buscava pedir a cada um que recitasse uma parte da oração; cada um com uma harmonia ímpar, inspirados pelo Espírito Santo, fazia uma parte da oração proposta pela Equipe Organizadora das Missões Sionienses.

Nas casas, no Evangelho meditado das Bodas de Caná, o Padre buscava sempre falar a partir da realidade do povo, da casa ou da situação em que estávamos. Visitamos muitas casas. Ao passar em frente à escola, a secretária nos avistara e nos chamou para ali visitar e rezar com os funcionários; os alunos ainda estavam de férias; então o silêncio reinava naquela escola.

Após muitas conversas, risadas e histórias, fomos à capela de Nossa Senhora Aparecida, e fizemos nossa oração, meditação do Evangelho e entregamos à Mãe Aparecida aquela escola, seus funcionários e alunos. À noite seria o terço cantado – “cantado” foi uma invenção minha quando eu dei os avisos na celebração do domingo. Os jovens da paróquia prepararam um grande terço de velas, colocaram a imagem de Nossa Senhora Aparecida no meio.

O horário chegou e o povo ia se acomodando na igreja; os jovens do grupo de canto junto com o Padre prepararam os cantos; a Irmã Cida organizava junto comigo e com Felipe as pessoas para acender uma vela do terço luminoso no centro da Igreja; a cada Ave-Maria uma vela era acesa; e a cada dezena de Ave-Marias, meditava-se e cantava-se um canto mariano.

No domingo, no dia em que celebrei junto com os outros formandos, além de falar que naquele dia seria o terço cantado, era para as famílias trazerem também suas imagens de Nossa Senhora, que íamos abençoá-las; e depois as famílias poderiam levar para as suas capelinhas. No final do terço, depois que todas as velas foram acesas, o terço luminoso iluminava a Igreja, e no no meio do coração – que era o formato do terço – estava a Padroeira do Brasil; ela, que naquela noite, na voz do povo da assembleia que cantava pedindo a sua intercessão, ouviu as nossas preces, e ali se fez presente. Depois todos saímos da igreja com um olhar novo, renovados e abraçados pelos braços da Mãezinha do Céu. À noite os jovens do grupo de Jovens prepararam após o terço um jantar especial, com fogueira e músicas; foi uma noite muito especial para nós; sentimos ainda mais acolhidos por aquela comunidade.

Na quarta feira, a pedido dos jovens e atraídos pela beleza de uma montanha que avistávamos a três ou mais quilômetros de distância, fomos até ela. A Montanha se chamava “Morro da Mesa”, um ponto turístico daquela região. A pequena vila soube de nossa ida, e cada pessoa a quem falávamos, tocava no assunto e nos contava histórias, lendas, curiosidades daquele lugar.

Saímos pela manhã, lá pelas sete; os jovens, animados, vieram em cinco; fomos a pé; pegamos água e saímos da casa paroquial na direção do cemitério da vila; e a cada passo que dávamos, havia uma risada, uma piada, uma história, ou alguém reclamando por estar andando. Bem, é verdade que era distante; eu não estava mais acostumado a andar tantos quilômetros; mas o ânimo vinha a cada passo dado e à visão do Morro da Mesa, que se aproximava de nós. Chegamos ao sopé da montanha.

Por uma estradinha de paralelepípedos subimos; porém a cada passo eu perdia – e acredito que todos os outros também – mais e mais o fôlego; era muito íngreme aquela estrada; a cada curto pedaço havia uma cruz que narrava a Paixão de Nosso Senhor. Chegamos enfim ao topo da montanha; ao passar do portão vimos a primeira curiosidade, da qual a comunidade lá da Guardinha nos falara antes, a “Pedra Limite” entre os Estados de Minas Gerais e de São Paulo. Mais uns passos avistamos a capela com o título de Mãe do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Entramos na capela que era trancada por uma ‘tramela’ – algo como uma fechadura de madeira. Lá no centro do presbitério, no altar-mor, estava Maria nos acolhendo. Rezamos, descansamos; e eu, como não tinha acesso a sinal telefônico há alguns dias, nem acesso a internet, bem ali, no Morro da Mesa, ao lado da capela, encontrei o alimento atual do ser humano, a internet – brincadeiras à parte. No outro lado da montanha tinha o Cristo Redentor, no lado de Minas Gerais, com seus braços abertos, vigiando e olhando pela Guardinha e por São Sebastião do Paraíso.

A visão que se tinha de lá era de tirar o fôlego; ao chegar ao topo da montanha, tínhamos uma visão límpida de toda a região; o verde em diversos tons enchia os nossos olhos. O morro da mesa nos trazia mais surpresas, e os contos ditos pelos moradores se confirmavam. Descemos por uma escada de alumínio presa na rocha e entramos numa caverna, outro lugar incrível.

Voltamos à capelinha, agradecemos à Mãezinha. Peguei até numa vassoura que ali estava e varri a capela. Fechamos a porta, alguns deram uma última conferida na internet em seus celulares e voltamos para o caminho que nos levaria para a Guardinha. A cada passo dado, nos distanciávamos da montanha e nos aproximávamos da torre da Igreja do Senhor Bom Jesus.

Fomos almoçar na casa da Dona Maria, uma senhora que era avó de uma das jovens que haviam ido conosco à montanha. Comida mineira ao fogão à lenha, mesa farta. À tarde visitamos algumas casas e fomos tomar café na casa de uma família que fazia questão de nos acolher. Na noite daquela Quarta-feira tivemos a Santa Missa na igreja; mais uma vez a comunidade veio, rezou, cantou. No fim da Eucaristia, os avós receberam a bênção pelo seu dia; naquela ocasião a liturgia era de Sant’Ana e São Joaquim, avós de Nosso Senhor.

Na quinta feira, mais visitas, confissões, conversas e orações; completamos nosso dia naquela comunidade que nos recebera. Pela tarde, alguns foram a algumas casas com os jovens; outros foram com a Irmã Ana, uma freira leiga que ali morava e conhecia muitas famílias a serem visitadas. À noite não podíamos fazer uma grande celebração para finalizar nossa passada pela Guardinha, pois toda a comunidade estaria em reunião para a grande festa da Paróquia, à qual viriam pessoas das cidade vizinhas e de Paraíso. Então, com todos reunidos, fizemos uma oração, um momento de agradecermos e rezar, uma paraliturgia.

Sexta feira, pela manhã, o Padre Valdenicio e a Irmã Cida tiveram que voltar para SP. Eu e os outros formandos fomos visitar outras famílias. Minha última casa foi a mais comovente, triste, uma casa que precisava de orações. A casa ficava ao lado da casa paroquial, a casa de duas famílias; o patriarca teve um AVC e ficou acamado, não falava mais, não andava; porém entendia bem.

A história era mais ou menos assim: este senhor era casado, teve dois filhos homens; após ter os filhos crescidos, a esposa e mãe dos meninos foi embora; um dos filhos casou; o pai ficou aos cuidados do filho mais novo; porém veio a doença do pai. Alguns anos depois a mulher e mãe dos meninos voltou. O filho, conhecido e amado por toda a Guardinha, cometeu suicídio; morreu ali, na porta da cozinha; a mãe se desolou ainda mais; o pai sem poder falar, sofria calado; o filho mais velho trouxe o pai para perto de si.

Os netos, ainda crianças, cuidavam do avô junto com a cunhada do senhor acamado. A cada palavra contada, a cunhada chorava, sofria por ser a madrinha do falecido, e nos narrava que achava que ela não tinha feito tudo pelo afiliado. Nossa única missão naquele momento era ouvir, e me veio àquilo que o padre Donizete falou na missa de abertura das missões, a Palavra que nós portávamos não era nossa, e sim de Deus; nos éramos ali somente aqueles que semeavam a Palavra, que lançavam a Palavra no coração daquela família.

O Salmo 85 da missa dominical soava em meus ouvidos, “Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!”. Nossa missão foi semear. Após rezar uma dezena do terço, ler o evangelho das Bodas de Caná, meditar e rezar com a família, fomos para a casa.

Após o almoço, nos despedimos dos jovens que nos acompanharam, das famílias, dos amigos que ali fizemos. Chegamos às 15 horas à casa paroquial da Sion. As equipes das diversas comunidades voltavam para a cidade, para o encerramento e a missa na Sion. Fomos recebidos pelas irmãs e irmãos de Sion, cada um contando das histórias ouvidas e aprendidas.

Na missa da 19 horas, vimos ali na Sion muitas famílias que visitamos na roça. Padre Donizete veio de São Paulo junto com o Pe Gilmar e a Irmã Zezé para o encerramento da Semana Missionária. Na celebração, Padre Donizete falou sobre o Evangelho que tínhamos lido e meditado com o povo, as Bodas de Caná.

Como o Evangelho no diz, “fazei tudo  o que ele vos disser”, nesta missão buscamos fazer tudo aquilo que o Senhor nos disse; sentimos a presença do Cristo em nosso meio; o vinho não acabou, a festa não ficou vazia, sua presença em nosso meio, nas famílias, na casa, nos alegrava cada vez mais.

Após a Eucaristia, saímos em procissão; fizemos junto com o povo uma procissão em volta do quarteirão; a animação ficou a cargo do Padre Osmar. Na chegada à igreja, Padre Gilmar animou um pouco mais; por fim, tivemos uma apresentação teatral a cargo  dos jovens da paróquia, que narrava os momentos de Afonso Ratisbonne na Igreja de Roma até o ápice da aparição da Virgem Santa. Os jovens fizeram uma bela apresentação, muito emocionante.

Terminada a missa, terminada a missão, voltamos para São Paulo com alguns irmãos da teologia. Durante a viagem de retorno, passamos as quatro horas discutindo, analisando, contando as histórias que cada um viveu em sua comunidade, como foi a semana, o que fizemos, o que podíamos ter feito, do que o povo que atendemos está em precisão.

Espero que nosso trabalho nesta missão dê frutos, tanto vocacional quanto espiritualmente, pois acredito fielmente que Maria caminhou conosco e nos apontava Jesus no rosto de cada família, em cada casa, em cada situação.

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Viva Nossa Senhora de Sion!

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