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Sexto Domingo do Tempo Comum

Irmã Teresa Fitzgerald
14 de Fevereiro de 2019

Depois que Jesus chama os apóstolos (6:13), não vemos mais uma cena de envio em Lucas; simplesmente ouvimos que Jesus os acompanha (6:17) e as pessoas se reúnem para ouvi-lo e serem curadas, ‘porque o poder saia dele e a todos curava’ (6:17-19).

Então, Jesus dirige-se aos seus discípulos (6.20). Isto levanta duas questões: (1) Nós, como leitores, podemos agora decidir se nós também somos discípulos e, em caso afirmativo, como ouvimos estas palavras e como elas nos afetam? De fato, quando lemos as consequências de sermos discípulos, ou seja, que as pessoas vão nos odiar, excluir, injuriar e difamar (6:22), como respondemos? O que significa também que tais experiências devam ser para nós uma causa de alegria, tendo em vista a grande recompensa no céu (6:23)? (2) Os ‘pobres’ e ‘famintos’ a quem Lucas se refere também são, ao contrário de Mateus, economicamente pobres. No entanto, sabemos que muitos discípulos tinham dinheiro, por exemplo, tinham barcos e profissões. Então, quem está sendo abordado? Quem são os “pobres” e quem são os “ricos” a quem Jesus se refere? Ficamos perplexos.

A primeira bem-aventurança fala do Reino de Deus como estando já presente para os pobres. A passagem da fome para a plenitude e do choro para o riso será em um tempo futuro. Além disso, no caso dos “ais”, a consolação dos ricos já aconteceu, e, no futuro, os ricos e os que riem agora terão fome e chorarão. Por que estes diferentes períodos de tempo? O texto não dá resposta. No entanto, a realidade atual do Reino de Deus para os “pobres” oferece esperança de que algo já está acontecendo para mudar suas circunstâncias. Os “ricos”, tendo já recebido a sua recompensa, parecem servir de aviso… devem mudar ou terão fome e choro. Aqui temos ecos do tom revolucionário que encontramos no Magnificat de Maria (Lc 1, 46-56).

 Algumas percepções podem ser encontradas em nossa primeira leitura de Jeremias e em nosso Salmo. Em Jeremias, todos devem confiar em Deus e não nas outras pessoas. As pessoas que confiam em Deus são abençoadas, e como uma árvore que dá frutos “incessantemente”. Mais uma vez, no nosso Salmo, a imagem de uma árvore é usada para desenvolver a imagem da pessoa justa ideal. Eles ‘não tomam o caminho que os pecadores trilham’ (1:1) … ‘porque o Senhor vela pelo caminho dos justos’ (1:6). Em outras palavras, se todos confiam em Deus, então eles ouvem a Palavra de Deus e a obedecem. A palavra de Deus alimenta a pessoa justa e promove “justiça e equidade” (Gênesis 18:19). Um equilíbrio “correto e justo” pode ser criado em nosso mundo para todos, sejam eles ricos ou pobres, se ocorrer uma inversão de atitude… abandonando “o caminho que os pecadores trilham” (Sl 1:1) para confiar em Deus e viver a Palavra de Deus. Agora é o momento da oportunidade.

Tradução: Irmão Cristóvão O Silva, nds

As Oito Bem-Aventuranças - Hendrik Goltzius, 1578

Fonte: Google Arts & Culture

Irmã Teresa Fitzgerald, nds
irmã de Sion
Dublin, Irlanda

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