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Sétimo Domingo do Tempo Comum

Tanto Mais Ferido, Tanto Mais Amor Derrama

Ir. Cristóvão O Silva, nds
24 de Fevereiro de 2019

Há uma virtude que é muito pouco falada entre nós, não obstante a sua beleza e a capacidade de causar o bem que ela possui – trata-se da magnanimidade. E o que vem a ser essa virtude expressa por uma palavra, ela também, tão bela? É exatamente sobre isso de que trata o Evangelho que ouvimos e meditamos neste domingo.

Nosso Senhor nos fala da grandeza de coração que devem ter aqueles a quem Ele se refere com a expressão “vós que me escutais”. Em primeiro lugar, quem são estes que “escutam” o Senhor? São todos aqueles que levam a sério o chamado do Pai Celestial pondo-se a meditar a Palavra do Evangelho, a acolhê-la nas profundezas da alma, onde ela vai gera os frutos de santificação.

E que grandeza de coração é esta de que fala Jesus? São muitos os verbos empregados por Ele para descrevê-la: amar, abençoar, rezar, dar, perdoar, fazer, não condenar, não julgar. E todas estas excelentes ações, a quem se dirigem? Àqueles que nos fazem justamente o oposto, conforme expresso por estes verbos: odiar, amaldiçoar, maltratar, bater, caluniar. A magnanimidade, portanto, é não se deixar ofender por nada. É ter um coração dilatado, largo, imenso, o qual tanto mais ferido tanto mais amor derrama. O coração magnânimo vive em paz.

A primeira leitura, do Livro de Samuel, nos mostra o coração magnânimo do rei Davi. Tendo a oportunidade de mat aquele que o procurava matar, preferiu, no entanto, poupar a vida do perseguidor e procurar caminhos de paz.

As ações magnânimas, entretanto, não são fáceis. Para as praticar, o cristçao precisa estreitar a sua união com o Senhor. É preciso que Cristo mesmo opere as boas-obras nos seus discípulos pela ação do Espírito Santo. Por isso, a segunda leitura, da Primeira Carta aos Coríntios, nos mostra a Cristo como fonte de vida sobrenatural: “o segundo Adão é um espírito vivificante” (1 Cor 15, 45).

Surge, pois, a questão, de como é que se faz para aurir esta vida do Senhor? A oração do dia de hoje nos dá uma importante pista: “concedei, ó Deus todo-poderoso, que procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações…” Ora, este “procurando conhecer” deve-se enquadrar na tradição meditativa e contemplativa da Igreja. É através da meditação que entramos mais intimamente na presença do Senhor, dando-lhe ocasião para nos purificar e nos santificar desde as mais profundas regiões do nosso ser.

Depois de Nosso Senhor, coração mais magnânimo não há que o Imaculado Coração de Maria. Pela via da meditação e da oração fervorosa à Virgem Maria, podemos entrar em maior comunhão espiritual com Ela, de modo que, por Ela, mais eficazmente, Deus, seu Filho, nos possa santificar e dar-nos a graça de, também nós, sermos magnânimos, de termos um coração largo, imenso, o qual tanto mais feridp tanto mais amor derrama.

Santa Catarina Beija as Chagas de Jesus - Paolo Emilio Besenzi, 1640

Fonte: Google Arts & Culture

Ir. Cristóvão O Silva, nds
irmão de Sion
Jerusalém, Israel

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