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Sexto Domingo do Tempo Pascal

Se alguém me amar...

É no vosso amor Senhor, que está toda a felicidade possível nesta vida. Somente em Vós há a paz e a alegria por que tanto ansiamos.

Ir. Cristóvão Oliveira Silva. nds

Se alguém me ama…

Amor… a essência do agir cristão, a essência da “ética” do Evangelho. Mas não se trata daquele amor lânguido, egoísta, possessivo dos corações inseguros. É o amor de Cristo, um amor embebido em sangue. Como Ele nos amou com a oferta de sua própria carne, nos convida, também a nós, a amá-Lo na mesma intensidade: com ardor, com suor, com carne, com sangue. É no vosso amor Senhor, que está toda a felicidade possível nesta vida. Somente em Vós há a paz e a alegria por que tanto ansiamos. Que o suor de cada dia, que a dor de cada dia, que o esforço de cada dia, que o levanvar após as quedas, não sejam outra coisa que amar-Vos, a Vós que nos amastes primeiro.

Guardará a minha palavra…

Por que será que não diz o Senhor: “fará o que eu ordeno”? Por que diz guardar a palavra e não diz praticar a palavra? Assim como um automóvel não pode rodar sem combustível, como nenhum corpo humano não pode nem andar nem falar nem pensar nem viver sem comida, sem água, sem ar, sem sol… assim também a alma do homem sem a graça de Deus não amar nem fazer nada. O próprio Senhor no-lo disse: “sem mim nada podeis” (Jo 15, 5).

Antes de tudo, pois, é preciso, como Nossa Mãe, guardar a Palavra, entesourar a Palavra, ouvi-La. E o que é este ouvir? Não é escutar com os ouvidos, mas escutar com o coração: fazer a Palavra descer até o fundo de nossa carne, que é nossa terra boa, de modo que ela aí germine e cresça e nos transforme.

Ouvi certa vez um rabino dizer que o judeu, em toda a sua existência lê um livro somente: a Torah (Pentateuco) — e que esta leitura é como um comer, um devorar as palavras da Escritura até que elas se tornem em órgãos de carne no corpo do judeu. Ah se nós ouvíssemos e lêssemos o Evangelho com a mesma voracidade, até que as palavras de Cristo se tornassem em órgãos do nosso corpo também, assim como Ele, Cristo, é a carne de Deus.

E nós viremos e faremos nele a nossa morada
A Teologia tem uma expressão bonita: a inabitação da Santíssima Trindade. Que é isso? Desde o instante do teu batismo, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, o Deus único e Eterno, o Todo-Poderoso, Deus que, nas palavras de São João, é amor (1 Jo 4, 8), o Senhor habita no fundo de tua alma; e tu, todo inteiro, incluindo o teu corpo de carne, tu és o templo de Deus.

A tradição espiritual, sobretudo do oriente, vê na visita dos três anjos a Abraão, naquele momento em que ele estava sentado à entrada de sua tenda, no momento mais quente do dia, no momento em que o sol brilhava mais forte, um símbolo deste mistério no qual Deus vem morar em nós. Que fazer? Como responder? Acolher. Assim como Abraão preparou um banquete para o seu hóspede divino, tu também desces até o santuário de tua alma e ofereces a Deus o banquete que Ele tanto espera de ti, o holocausto do teu amor. Não pode haver felicidade maior sobre a terra do que viver na presente de Deus pela oração em uma vida de humildade e amor.

Vou, mas voltarei a vós…

“Voltai-vos para mim e Eu voltarei para vós”, clama o Senhor pelo profeta Zacarias (Zc 1, 3). Na linguagem imagética da Bíblia, a conversão é um retorno, uma volta para o Senhor, como mostra a parábola do filho pródigo (Lc 15, 18). Voltar… quando voltamos para Deus, Deus também volta para nós. É o que Ele nos diz hoje: ele voltará para nós, ele estará em nosso coração… procuremo-Lo aí, no coração, na nossa alma batizada, crismada, eucaristizada, perdoada… Jesus aí está.

Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada.
Jo 14, 23

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Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion
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